A criação do Conselho de Arquitetura e Urbanismo (CAU) no Brasil vem dividindo opiniões dos profissionais da área. A lei prevê que em 1º de janeiro de 2012 todos os arquitetos e urbanistas sejam compulsoriamente desvinculados do Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia (Crea) e filiados ao CAU.
O presidente da Associação de Engenheiros e Arquitetos de Maringá (Aeam), Altair Ferri, afirma que particularmente não acha interessante para os profissionais da área a separação em duas entidades. Ferri diz temer que a fiscalização não seja eficiente e que haja "bagunça" no mercado.
O engenheiro reconhece, no entanto, que a criação do CAU atende a uma reivindicação antiga dos arquitetos e diz que o Crea deve auxiliar no período de transição.
"A lei já está aprovada, o momento de discussão passou. Agora é hora de nos organizarmos para operar a transição da melhor maneira possível. Seremos parceiros sempre", diz.
Fato
"A lei já está aprovada,
o momento de discussão
passou"
Altair Ferri
Presidente da Aeam
O arquiteto Marcos Kenji também coloca ressalvas na criação do CAU, afirmando que pode haver um prejuízo grande para os arquitetos do interior."A lei já está aprovada,
o momento de discussão
passou"
Altair Ferri
Presidente da Aeam
Para ele, os 75 anos de história do Crea permitiram a criação de uma estrutura muito eficiente, com inspetorias na maioria absoluta das cidades com mais de 70 mil habitantes.
"Quantos anos vamos levar para conseguirmos chegar no nível atual? As decisões devem ficar centralizadas em Brasília e nas capitais", diz.
Já o arquiteto Manoel de Oliveira Filho vê o CAU com otimismo. "Isto é o resultado de 52 anos de luta para termos um conselho próprio", diz. Para ele, a maior vantagem da criação do CAU é a possibilidade de maior autonomia para reivindicar demandas específicas.
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