Lourenço David Buffon, 44 anos, é proprietário da Fazenda Ibiuna e conta que não é a primeira vez que perde animais por queda de raios, porém nunca nessa quantidade. “Essas 35 cabeças somam um prejuízo de quase 40 mil reais”, destaca o fazendeiro.
Para o proprietário a perda é direta e só resta descartar os animais mortos, comunicar a um veterinário e apresentar um laudo da morte para a Agência Estadual de Defesa Sanitária Animal e Vegetal do Estado do Mato Grosso do Sul (Iagro).
O veterinário da Iagro, Rubens de Castro Rondon explica que é comum a morte de animais ocasionadas por quedas de raio em propriedades rurais e não há como prevenir ou prever o acontecimento.
Com a chuva e o frio, os animais costumam se aglomerar para buscar abrigo, geralmente em baixo de árvores, ficando mais exposto a descarga elétrica.
Para o veterinário Rubens, Mato Grosso do Sul é um dos estados com mais incidência de morte de animais por descarga elétrica, porém não há um estudo apurado sobre as perdas.
De maio a setembro é a época do ano mais propensa a acontecer incidentes como este que não foi o maior já registrado pela Iagro. Rubens explica que há registro de perda de 90 animais de uma só vez.
Quando os animais morrem, é necessário que eles sejam queimados e enterrados, para evitar a transmissão de doenças.
| Lourenço Buffon |
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