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segunda-feira, 2 de maio de 2011

Incidência de raios é maior em Hortolândia.

Ivan Ribeiro/Folhapress  
Resultados de pesquisa sobre raios auxiliam na prevenção e proteção

Hortolândia e Sumaré, duas das cinco cidades que compõem a RPT (Região do Polo Têxtil), aparecem entre os 50 municípios paulistas com maior incidência de raios por quilômetro quadrado no biênio 2009/2010.
o novo ranking foi divulgado na quinta-feira (28) pelo Elat (Grupo de Eletricidade Atmosférica) do INPE (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais). Os dados reforçam pesquisas anteriores que indicam que grandes centros urbanos tendem a intensificar a ocorrência de tempestades.
Enquanto Hortolândia aparece na 30ª posição, com densidade de 9,9286 raios por quilômetro quadrado, Sumaré ocupa a 49ª posição no ranking, com 8,9531 raios por cada quilômetro quadrado.
No biênio anterior, as cidades ocupavam as 306ª e 319ª posições, respectivamente. Nos dois últimos levantamentos divulgados pelo INPE, São Caetano do Sul aparece na liderança.
POSIÇÕES
Os outros municípios da RPT ocupam apenas posições intermediárias. Santa Bárbara é a 147ª colocada (465ª posição em 07/08); Nova Odessa aparece na posição de número 318 (80ª no biênio anterior) e Americana é a 336ª colocada no ranking que engloba os 645 municípios do Estado (313ª posição em 07/08).
"Tanto essas cidades têm mais tempestades quanto elas estão, também, cada vez mais intensas, e a urbanização pode ser apontada como uma das principais responsáveis", afirma Osmar Pinto Junior, coordenador do trabalho.
"A ocorrência de tempestades possui uma variação espacial muito grande e, por isso, municípios menores têm maior chance de apresentar altos valores de densidade", comenta.
RANKING
O novo ranking é feito com base em dados corrigidos pelo modelo de eficiência da rede denominado MED4, recém desenvolvido pelo grupo, sendo este um dos modelos mais precisos existentes no mundo para correção de dados de redes de detecção.
O MED4 permite corrigir diariamente os dados da rede em função da intensidade das descargas que ocorrem numa determinada região. O modelo é mais robusto que as versões anteriores utilizadas nos ranking de 2005-2006 e 2007-2008.
"Os novos dados de densidade de raios são ainda mais confiáveis com o uso do modelo desenvolvido pelo ELAT", assegura Osmar Pinto Junior. Os resultados encontrados podem contribuir diretamente com a prevenção e proteção, assim como gerar informações úteis para o setor elétrico e para a sociedade.


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