Disjuntor apresentou problema e foi substituído, mas acidente ocorreu.
Fiscais do Crea (Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia do Rio de Janeiro) estiveram na avenida Nossa Senhora de Copacabana, na zona sul do Rio de Janeiro, onde um bueiro da Light (concessionária de distribuição de energia) explodiu na última sexta-feira (1º) - cinco ficaram feridos - e ouviram de funcionários da empresa que a explosão pode ter sido causada por um disjuntor (espécie de interruptor), trocado meia hora antes da explosão.
De acordo com o presidente do Crea, Agostinho Guerreiro, antes do acidente foi constatado um problema no disjuntor na subestação de Copacabana. O equipamento - que tem, entre outras funções, o objetivo de interromper o fornecimento de energia em caso de sobrecarga - foi substituído e em seguida houve a explosão.
- A causa exata do problema só os órgãos responsáveis poderão dizer. As origens dessas explosões são diversas.
Na próxima semana o Crea e o Ministério Público farão uma inspeção no local onde houve o acidente. Um relatório com parecer de especialistas será produzido após a vistoria.
Segundo Guerreiro, há uma parceria com a Promotoria para a fiscalização da rede subterrânea da Light. Uma pesquisa por amostragem será feita nos bueiros.
Mais explosões
O presidente da Light, Jerson Kelman, admitiu neste sábado (2) que explosões de galerias subterrâneas como a que aconteceu na avenida Nossa Senhora de Copacabana podem ocorrer novamente na cidade. Existem ao menos 130 galerias no Rio, segundo Kelman, que ainda não foram vistoriadas e podem estar sob risco de explosão.
Kelman disse que a explosão foi causada por um dos dois transformadores da câmara subterrânea de Copacabana. Ainda de acordo com o Kelman, das 4.000 galerias da Light na cidade, 2.000 estão em situação de risco entre o centro e a zona sul carioca.
Ele anunciou que a instalação de câmeras de segurança e sensores de calor para prevenir explosões faz parte dos planos da concessionária.
O presidente da Light pediu desculpas à população pelo acidente em Copacabana. Ele também destacou que a Light dará assistência às pessoas atingidas pela explosão do bueiro.
"Light vai pagar pelo erro", diz Paes
Em vistoria ao local onde um bueiro explodiu na noite desta sexta-feira (1º) em Copacabana, zona sul do Rio de Janeiro, o prefeito Eduardo Paes disse na manhã deste sábado (2) que vai contratar uma auditoria externa para analisar os planos da Light, concessionária responsável pelo serviço de energia elétrica, para a segurança das galerias subterrâneas.
Paes disse que a contratação da empresa para auditoria será feita em caráter emergencial e sem licitação. Irritado, o prefeito ainda lembrou o episódio da explosão de um bueiro na esquina da rua República do Peru com a avenida Nossa Senhora de Copacabana que atingiu um casal de turistas americanos.
- A Light vai pagar pelo seu erro. O que aconteceu é inaceitável e trata-se de uma falha grave de manutenção e prevenção de acidentes.
Feridos na explosão
A Secretaria Municipal de Saúde confirmou que três pessoas ficaram feridas na explosão do bueiro. As vítimas foram levadas para o hospital Miguel Couto, na Gávea, também na zona sul. Segundo a secretaria, os três homens tiveram queimaduras nos braços e no tórax.
Ainda de acordo com a secretaria, as vítimas deixaram o hospital neste sábado. A explosão do bueiro atingiu dois táxis na avenida Nossa Senhora de Copacabana, na altura da rua Bolívar. O impacto foi tão forte que abriu uma cratera no meio da rua. Houve pânico entre as pessoas que passavam pelo local.
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