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quarta-feira, 27 de abril de 2011

ELAT divulga novo ranking de incidência de raios no Brasil.

Foto tirada em Campinas por Jacomo Piccolini.
ELAT divulga novo ranking de incidência 
de raios no Brasil
O Grupo de Eletricidade Atmosférica (ELAT) do Instituto
 Nacional de
 Pesquisas Espaciais (INPE) concluiu o novo ranking de incidência 
de raios nos municípios pertencentes aos estados cobertos pela Rede
 Brasileira de Detecção de Descargas Atmosféricas, para o biênio 
2009-2010. Os dados reforçam pesquisas anteriores que indicam 
que grandes centros urbanos tendem a intensificar a ocorrência 
de tempestades.Para toda a área monitorada, que engloba os 
estados do sul, sudeste e parte do centro-oeste do país, a
 incidência de raios no último biênio se manteve estável em
 relação aos biênios anteriores, com variações inferiores a 5%.
Entretanto, considerando somente as cidades acima de 200 
mil habitantes – que possuem maior urbanização – houve um 
aumento de 11% em relação à média dos dois últimos biênios."
Tanto essas cidades têm mais tempestades quanto elas estão, 
também, cada vez mais intensas, e a urbanização pode ser apontada
 como uma das principais responsáveis", afirmou Osmar Pinto Junior. 
Os resultados apontam que, em 2009-2010, entre os 10 municípios 
com maior incidência, estão municípios da região metropolitana de 
São Paulo e do sul do estado do Rio de Janeiro, com exceção de 
Belford Roxo. “A presença das cidades do sul do Rio de Janeiro
 entre os dez municípios de maior incidência de raios se
 deve as características locais de relevo”, 
disse Osmar Pinto Junior, coordenador do ELAT.
Desta vez, a cidade de Porto Real aparece em 
primeiro lugar no ranking geral, com uma 
 densidade de 27 raios por quilômetro quadrado por ano, 
seguida por São Caetano do Sul com 23 raios por 
quilômetro quadrado por ano. “A ocorrência de 
 tempestades possui uma variação espacial muito 
grande e, por isto, municípios menores têm maior 
chance de apresentar altos valores de densidade”, 
comentou o coordenador.
 Tanto essas cidades têm mais
 tempestades quanto elas estão, 
também, cada vez mais intensas, 
e a urbanização pode ser apontada
 como uma das principais responsáveis. 
Osmar Pinto Junior, Coordenador do ELAT
Em cidades grandes - com mais de 900 km2 - o máximo 
aumento registrado foi de 97%. Já os municípios menores 
do que 100 km2 sofreram aumentos de densidade que 
chegaram a 320% no último biênio quando comparado 
com a média dos dois anos anteriores. Em São Paulo 
este aumento foi de 42%.O novo ranking é feito com 
 base em dados corrigidos pelo modelo de eficiência 
da rede denominado MED4, recém desenvolvido pelo grupo, 
sendo este um dos modelos mais precisos existentes no
 mundo para correção de dados de redes de detecção.
 O MED4 permite corrigir diariamente os dados da 
rede em função da intensidade das descargas que 
ocorrem numa determinada região.
O modelo é mais robusto que as versões anteriores 
utilizadas nos ranking de 2005-2006 e 2007-2008. 
“Os novos dados de densidade de raios são ainda 
mais confiáveis com o uso do modelo desenvolvido 
pelo ELAT”, disse o pesquisador. Os resultados 
encontrados podem contribuir diretamente com 
a prevenção e proteção, assim como gerar 
informações úteis para o setor elétrico e,
 conseqüentemente, para a sociedade.
Onde encontrar
O novo ranking está disponível no 
endereço www.inpe.br/elat (Portal ELAT) através do
 link “Ranking de Municípios”.

VISITEM NOSSO SITE: www.abcpararaios.com.br

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