“A obra do Pan ficou num ritmo muito lento e depois tudo foi feito de afogadilho na última hora. Essa tradição temos que romper. As coisas ficam prontas, mas não ficam boas. Ainda há tempo para termos excelentes equipamentos esportivos para a Copa do Mundo.”
Além de interferir na qualidade das construções, o atraso nos trabalhos acaba levando a um encarecimento final. “A gente tem uma tradição das nossas obras custarem até 30%, 40% a mais que o preço original. Havendo casos em que o preço chegou a mais de 100%, o que é um absurdo total.”
Apesar de demonstrar preocupação com a situação atual, o presidente do Crea-RJ disse acreditar que há tempo hábil para corrigir distorções e acelerar as obras. “Ainda temos tempo, se houver essa combinação dos projetos passarem por um nível de detalhamento e execução, combinado com a liberação de recursos, nós não vamos chegar aquela situação do Pan. Hoje nós podemos evitar a situação do Pan. Daqui a um ano vai ficar mais difícil. Em um ano e meio, fica impossível.”
Guerreiro demonstrou preocupação na obra de reforma do Estádio do Maracanã, que terá a cobertura de concreto substituída por uma de lona especial, em uma aumento de custo que pode chegar a quase R$ 300 milhões.
A cobertura precisou do aval do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Ipham), pois o estádio é um bem tombado. O superintendente regional do instituto, Carlos Fernando Andrade, aprovou a demolição da cobertura original, sob alegação de que ela não seria percebida pela população, a partir do ângulo inferior do estádio, e também que a importância do Maracanã para a cultura brasileira seria mantida, apesar das modificações.
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